Conta de energia COPEL aumento 2021/2022

Devido à crise energética que atinge o Paraná, o aumento na conta de energia COPEL tem pesado cada vez mais no bolso do paranaense. Durante o ano de 2021, houve reajustes nas bandeiras tarifárias que impactaram no valor final pago pelo consumidor.

Reajustes em 2021 na conta de luz

Em fevereiro deste ano, consumidores já notaram um aumento na conta de energia durante o verão. Mesmo sem haver uma mudança nos hábitos de consumo, moradores relataram que o consumo apareceu maior na fatura final. Na época, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) definiu a bandeira vermelha na tarifa de luz. Isto resulta em um aumento de quase 10 reais a cada 100 kw/h consumidos.
Segundo a Copel, o consumo de energia no período do verão costuma registrar aumento. Em Foz do Iguaçu, de acordo com dados de 2019 e 2020 mostram que o consumo médio de energia aumenta em 58% durante o verão. Isto ocorre devido ao uso contínuo de ar condicionado e ventiladores. Ademais, a pandemia fez com que as famílias permanecessem mais tempo em casa. Portanto, este fator também implica em aumento do consumo de energia elétrica.

Aumento na conta de energia maior que a inflação.

Entre junho de 2016 a julho de 2021, devido à inclusão da bandeira tarifária, a tarifa de energia elétrica subiu 49,55%. Enquanto isso, a inflação durante o mesmo período foi de 22,98%. Portanto, houve um aumento de 21,61%.
Em março de 2021, a Aneel indicou um aumento de 9,67% nas tarifas da Copel. Já em junho, o aumento na conta de energia foi aprovado em 8,97%. O reajuste para consumidores cativos teve efeito médio de 9,89%.
Consumidores cativos são aqueles em que apenas é permitida a compra de energia da distribuidora detentora da concessão ou permissão na área onde se localizam as instalações do acessante. Sendo assim, não participam do mercado livre e são atendidos sob condições reguladas.
Desse modo, o aumento na conta de energia atinge 4,7 milhões clientes em 394 municípios do Paraná.

 

Copel justifica aumento na conta de energia

Sobre os reajustes na tarifa da conta de luz, a Copel informa que a composição da tarifa não está vinculada somente à inflação. Ademais, a tarifa também depende de custos como a compra de energia, transmissão, encargos setoriais, além do próprio custo da distribuidora, entre outros.
Segunda a Companhia, a cada ano, a Aneel calcula e determina o valor do reajuste que será aplicado. Esses valores podem variar, assim como os fatores que influenciam na composição da tarifa.
Já a Aneel explica que os reajustes tarifários estão previstos nos contratos de concessão assinados pelas distribuidoras com o governo federal. Os reajustes cobrem o índice de inflação dos últimos meses. Ademais, outros custos estão incluídos como a compra de energia, pagamento de encargos setoriais definidos por lei e custos com transportes de energia.
No Paraná, a distribuidora que fornece energia no estado é cotista da Usina de Itaipu. Portanto, a compra de energia da Usina de Itapu e é precificada em dólar. Assim, o cálculo dos reajustes tarifários é feito pela Aneel e a distribuidora ou concessionária não tem participação neste processo.

Crise de energia, alta na conta de luz e aumento do lucro de acionistas da Copel
Mesmo diante da crise hídrica e energética que assola o Paraná, a Copel aumentou o capital repassado aos acionistas. Com o aumento na conta de energia, a tarifa aplicada pela Aneel no Paraná se tornou a mais cara do país. Durante este ano, já foram distribuídos R$ 1.275 bilhão aos investidores. A Companhia Paranaense de Energia é uma empresa pública de capital aberto. O acionista majoritário é o governo estadual do Paraná.

Acesse também nosso post de corte da energia.

Apesar do governo do Estado ser o principal acionista, isto não significa que ele receba a maior parcela por ação. Conforme a Política de Dividendos da Copel, os que tem ações preferenciais tipo “A” serão os acionistas com maior valor unitário. Os menores valores são para as ações ordinárias, que é o tipo de participação do governo paranaense.
De acordo com o governo estadual do Paraná, a distribuição de dividendos entra no caixa do estado como receita corrente patrimonial e os recursos são utilizados em políticas públicas. A retirada de investimento na Copel Telecom faz parte do plano de governo e foi concretizado em 2021. Logo, a orientação do governo do Estado é que a Copel invista em negócios de geração, transmissão, distribuição e comercialização. Ademais, a companhia também deve buscar alternativas sustentáveis, atração de investimentos e dar força à rede estadual.

Venda da Copel Telecom

Conforme os relatórios disponíveis no site da Copel, o aumento dos lucros ocorreu devido à chegada de recursos extraordinários da venda da subsidiária de telecomunicações da empresa, a Copel Telecom, e do recebimento integral da Conta de Resultados a Compensar (CRC). A Copel Telecom foi arrematada em agosto pela Bordeaux participações por R$ 2.395 bilhões.
Entretanto, a Copel afirma que o dinheiro da venda da subsidiária está no caixa, mas ainda não entrou em balanço público. Isto deve ser feito apenas nos últimos meses de 2021. Por ser uma empresa de capital misto, o dinheiro da Copel ainda não possui uma predestinação definida.

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